segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pesquisas arqueológicas em São Raimundo

Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato, organizadas pela arqueóloga Niède Guidon no interior do Piauí, registram indícios da presença humana datados como anteriores a 10 mil anos. A maioria dos pesquisadores acredita que o povoament
o da América do Sul deu-se a partir de 20 mil a.C Indícios arqueológicos no Brasil apontam para a presença humana em achados datados de 16 mil a.C., de 14.200 a.C. e de 12.770 a.C. em Lagoa Santa (MG), Rio Claro (SP) e Ibicuí (RS). Em Lapa Vermelha, (Minas Gerais), foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos, o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia e que parecia mais aparentada com os aborígines da Austrália ou com negrito das Ilhas Andaman.



Índios desenvolvem projetos em aldeia de Barão de Antonina, SP

Eles visitam escolas da região para apresentar a cultura aos estudantes.
O intercâmbio ainda inclui visitas de alunos à aldeia.

Conhecer e preservar a cultura dos índios. Esse é o foco de um projeto desenvolvido pela aldeia Karugwa que fica em Barão de Antonina (SP).
As ações são desenvolvidas em parceria com o Instituto Planeta Terra de Itapeva (SP). Além de irem até as escolas da região, os índios também recebem visitas de alunos.
Quando os alunos vão até a aldeia, eles participam das atividades rotineiras dos índios conforme mostra a reportagem da TV Tem. A equipe acompanhou um grupo de estudantes de Itararé (SP) que foi fazer a visita. Os alunos, com idades entre seis e sete anos, começaram o passeio por uma trilha na mata.
A excursão foi monitorada por um guia. A aula diferente incluiu beber água direto da nascente. Para Stefany Afonso, de seis anos, as árvores e a paisagem fizeram a diferença durante a aula. “É muito legal. É bonito”, afirma.
Passeio por trecho de mata foi uma das atrações durante a visita dos estudantes à aldeia. (Foto: Giliardy Freitas / TV TEM)Passeio por trecho de mata foi uma das atrações
durante a visita dos estudantes à aldeia.
(Foto: Giliardy Freitas / TV TEM)
Já na sede da aldeia, eles tiveram contato com o artesanato produzido pelos índios, uma das maneiras de manter viva a tradição desse povo.
Com a matéria-prima encontrada na natureza, são produzidas peças de decoração, colares, brincos, prendedores de cabelos e até machadinhas com pedras e bambus.
Os alunos ficaram encantados com o arco e a flecha e, também, com a apresentação de dança típica.
Para a professora Valmira Silva, o contato direto é fundamental para o aprendizado. “O primeiro conceito que muda para eles é que o índio existe. Não são aquelas figuras que temos no papel em sala de aula para pintar. Aqui os alunos observam a realidade e participam dos costumes desses moradores. Isso é importante para ajudar a preservar essa cultura, alem de mostrar a realidade do índio no Brasil”, afirma.
A aldeia Karugwa preserva a cultura indígena nas formas de artesanato, danças e produção agrícola. Mas no local também é possível perceber a modernização. As casas das 70 famílias que vivem no local são construídas de alvenaria e têm água encanada e energia elétrica.
Para não deixar morrer os costumes, uma escola foi criada no local onde a língua tupi-guarani continua sendo aplicada às novas gerações da etnia. Ter uma escola na aldeia e ter professores capacitados para resgatar e buscar a cultura é uma conquista”, afirma o cacique e professor Valdecir Ribeiro Alves.
A questão da língua nativa foi apontada por um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os dados da pesquisa, existem no país aproximadamente 780 mil indígenas com cinco anos ou mais, somente 37% falam o idioma nativo. Para o cacique, por esse motivo o resgate cultural é tão importante.
Visitas em escolas
Além de receber estudantes na tribo, os índios da aldeia de Barão de Antonina também vão até as escolas. Vestidos a caráter, eles falam do estilo de vida que levam. Os estudantes se mostram curiosos. Até mesmo o modo como é feita a roupa usada pelos índios eles querem saber. O cacique explica que são feitas de taboa entrelaçada com barbante.
Para a professora Eliana Gehring, a oportunidade do contato é bastante importante do ponto de vista pedagógico. “Nos livros, muitas vezes, a cultura é passada de uma forma muito primitiva. Com este contato, os alunos conhecem e ficam sabendo que a realidade é outra”, comenta.
A dança é uma das culturas preservadas na aldeia Karugwa. (Foto: Giliardy Freitas / TV TEM)A dança é uma das culturas preservadas na aldeia Karugwa. (Foto: Giliardy Freitas / TV TEM)
Informações: Globo.com

Universo Indigena

Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos, no total 305 etnias que habitam ou habitaram o território brasileiro, e cujas raízes remontam às Américas desde antes da chegada dos europeus a este continente, em torno de 1500.

Estatuto do Índio e legislação


O Serviço de Proteção ao Índio (SPI) foi criado em 1910. O Estatuto do Índio ainda determina que "os índios e as comunidades indígenas ainda não integrados à comunhão nacional ficam sujeitos ao regime tutelar". Apesar dos diversos decretos, o índio brasileiro tem que se integrar na cultura brasileira para requerer emancipação